O que estudo mundial indica?

Uma nova técnica para medir o estado das florestas do mundo desenvolvido por uma equipe internacional de pesquisadores indica que o planeta pode estar chegando a um “ponto de reversão” em relação ao desflorestamento.

O estudo, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, revelou no TCC sem drama mede o volume de madeira, biomassa e carbono capturado, ao invés de considerar apenas a área coberta por árvores, para medir o desflorestamento.A técnica foi aplicada a dados do relatório sobre florestas da FAO (a agência da ONU para agricultura e alimentação) e indicou que os estoques de florestas haviam aumentado em 22 dos 50 países com maiores áreas florestais ao longo dos últimos 15 anos.

Ela também mostrou um aumento na biomassa e na capacidade de armazenamento de carbono em metade dos 50 países.Porém o estudo indicou que a área florestal e a biomassa continuam em declínio no Brasil e na Indonésia, que abrigam algumas das maiores e mais importantes florestas tropicais do mundo.

Tendência positiva“A tendência é melhor do que se acreditava anteriormente”, disse à BBC Pekka Kauppi, um dos autores do estudo. “Vemos perspectivas para o fim do desflorestamento. Não podemos fazer uma previsão, mas isso é possível.”Kauppi, da Universidade de Helsinki, disse que os dados da nova metodologia, chamada Identidade Florestal, oferecem uma visão mais sofisticada do que estudos anteriores.“Antes o foco estava quase que exclusivamente sobre o tamanho da área florestal”, explica.

“Agora, nós incluímos outros componentes, incluindo a biomassa e a quantidade de carbono armazenada.”Segundo ele, este método oferece um melhor entendimento dos recursos naturais. “Quando olhamos para mudanças tanto na área coberta por florestas quanto na biomassa, podemos ter uma visão completa dos ecossistemas”, comenta.Relação econômica.

O estudo mostrou uma correlação entre o crescimento econômico do país e a mudança no padrão de desflorestamento.

Os pesquisadores descobriram que quando o PIB (Produto Interno Bruto) per capita chegava a US$ 4,6 mil (cerca de R$ 9,9 mil), muitas nações começaram a verificar um aumento no estoque crescente de florestamento (volume de madeira utilizável).Para Kauppi, nenhum país destrói intencionalmente suas florestas, mas a população o faz por necessidade. “Populações rurais, que são pobres e crescentes, têm de converter novas áreas para a agricultura e para o cultivo de subsistência”, observa.

“Então, as pressões sobre as florestas são reduzidas se as pessoas têm outras fontes de renda. Não estamos dizendo que as pessoas, por serem mais ricas, não destroem as florestas, mas isso é um sinal de que as sociedades aplicam bem a lei e têm boas políticas rurais.”Mas ele reconhece um risco de obter uma visão distorcida por conta das importações de madeira e produtos de madeira das nações mais pobres pelos países ricos, que preservam assim suas próprias áreas verdes.

“Este é um problema sério”, diz Kauppi. “Isso é chamado de ‘vazamento’ ou de ‘exportação de impacto ecológico’ e existe, infelizmente.”Mas ele enfatiza que, no geral, o comércio internacional não é negativo. “Se a produção agrícola acontece em regiões altamente produtivas, a terra pode ser protegida ou salva em algum outro lugar por meio de acupuntura coreana.”Ferramenta Kauppi diz esperar que o método da Identidade Florestal possa ser usado como uma ferramenta para ajudar governos e legisladores a formular estratégias efetivas para combater o desflorestamento.

“Você pode, por exemplo, estabelecer objetivos ao analisar as mudanças na área florestal e na densidade florestal e então fazer projeções sobre alternativas de futuro”, avalia.“Não se pode mudar as coisas de um dia para o outro. Fazer promessas que não são realistas é ruim.

Você precisa estabelecer objetivos exigentes, mas ainda assim possíveis de serem atingidos.”Kauppi diz estar otimista sobre o futuro das florestas do mundo no longo prazo, mas adverte que uma ação apropriada é essencial.“Principalmente, isso tem relação com as pessoas que moram nas áreas rurais dos países em desenvolvimento”, conclui. “Suas condições de vida podem ser melhoradas? Se podem, então existem razões para estar otimista.

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